Leio logo existo

LEIO, LOGO EXISTO : Dia Mundial do Livro

segunda-feira, abril 23, 2018


Quem pensa que a minha vida gira à volta da Matemática, engana-se. Para quem está por aí desde os meus inícios enquanto blogger sabe o gosto que eu sempre tive por escrever e, acima de tudo, ler. Por isso, quando me apercebi que a Sofia, do blog a Sofia world, estava a lançar um desafio dedicado ao Dia Mundial do Livro, não consegui resistir!

O meu hábito pela leitura começou a ser mais desenvolvido algures quando eu tinha 12 anos. Surgiu um pouco do nada. Tive vontade de comprar um livro daqueles típicos de pré-adolescente, e a vontade de ler foi aumentando e ficando cá até aos dias de hoje. Infelizmente, nesta altura o tempo é curto e as leituras ficam-se pela Matemática (ano de tese/relatório de estágio é assim mesmo...), mas ainda vou dando uma olhadela a outros livros sempre que possível.

O desafio da Sofia consiste em nomear um livro (ou mais) para cada uma das sete categorias apresentadas. Então, cá vai a minha lista!


LIVRO QUE TENHO HÁ MAIS TEMPO



Tal como já referi, a minha viagem pelas leituras começou a ser mais séria com livros típicos de pré-adolescente. O meu objetivo era conseguir ler (e ter!) todos os livros da coleção Clube das Amigas. Fiquei-me apenas por 12 dos mais de 100 livros, porque entretanto quis arriscar outras leituras, e foi esse o livro que selecionei para esta categoria. O p.s. - eu amo-te, da Cecelia Ahern, foi o primeiro livro mais "a sério" que eu comprei, talvez quando tinha uns 14 anos. Foi escolhido um pouco ao acaso, sem motivo específico, mas valeu a pena e fez com que eu me aventurasse pelo mundo dos romances. Depois deste, veio o Nunca Me Esqueças, da Lesley Pearse... e, desde aí, a Lesley passou a ser a minha escritora de eleição!


LIVRO QUE TENHO HÁ MENOS TEMPO


Até quando se fala de livros, os caminhos vão ter à Matemática... sim, este é o livro que está cá em casa há menos tempo. Foi lançado no dia 14 de março de 2018, um dia muito importante para mim e para o meu estágio (como relatei aqui), e com um tema que eu adoro: problemas! Já para não falar da relação entre a Matemática e o Futebol... este livro promete ser um grande aliado num futuro próximo. Além de tudo isto, este livro foi adquirido no ProfMat 2018, o encontro nacional de professores de Matemática que decorreu neste mês de Abril, e do qual guardo boas recordações!


LIVRO QUE LI MAIS VEZES



Não gosto muito de reler livros. Gosto de ler histórias novas, por isso acho que perco tempo ao ler coisas que já li. Enquanto tiver livros na estante por ler (e ainda são alguns...), acho que este meu hábito de não reler livros se vai manter. Por isso, a escolha para esta categoria teve automaticamente de ser este livro. Porque é daqueles livros que anda sempre comigo para todo o lado e é de uma pessoa super especial: o Zé Paulo Viana, de quem falei no post que referi na categoria anterior. Este livro tem sido o meu maior aliado ao longo deste ano letivo, já que foi dele que retirei muitos dos problemas que dei aos meus alunos durante o estágio e que fizeram com que eles gostassem mais da disciplina. Por todos os motivos e mais alguns, este é quase um livro de cabeceira, que leio várias vezes em busca de coisas interessantes para relatar na sala de aula ou de problemas a propor. Um dia destes falo de um problema deste livro que acho que vão adorar!


LIVRO QUE AINDA TENHO POR LER


Há poucos anos atrás, defini metas de leitura. Uma delas passava por ler um livro lançado no ano em que eu nasci. Fiz uma pesquisa e vi que o Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, era o livro ideal para concretizar essa meta, e corri para o comprar. Mas, com a falta de tempo e outros livros que me puxaram mais para a leitura, este foi ficando parado na estante... algo a mudar, logo que possível!


LIVRO COM MAIS VALOR SENTIMENTAL



Aqui foi impossível escolher apenas um, por motivos muito diferentes. O primeiro é o Não Sou o Único, da Helena Reis, e acho que dispensa apresentações. É a biografia do grande Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés e o meu ídolo desde que me lembro. Costumo dizer que ainda não era nascida e já dava pontapés ao som dos Xutos. É algo que está no sangue, é uma coisa de família, mas a "paixão" pelo Zé é algo já mais pessoal. Eu já gostava dele, mas depois de ter lido este livro, há uns dez anos, ele tornou-se um ídolo para mim. Cometeu erros, que infelizmente os pagou com a própria vida, mas batalhou e, acima de tudo, fundou a melhor banda de sempre (para mim, claro!).

Já o segundo, o Matemagia, lançado pela Ludus, tem um valor que vai muito além do facto de ser um livro que alia a magia à Matemática. O valor deste livro está na dedicatória escrita no seu interior, para mim, pelo meu professor de Matemática do ensino secundário. Foi-me oferecido, por ele, no dia da minha Imposição de Insígnias (para outras universidades, o equivalente à queima das fitas), e foi um gesto tão importante quanto muitos outros que ele já foi tendo para comigo, tanto como professor, como enquanto colega de profissão. E ter alguém do meu lado que foi uma inspiração, um conselheiro e um motivador e, acima de tudo, me trata como colega, é algo impagável.


LIVRO QUE EMPRESTEI E NÃO VOLTEI A VER


Esta categoria teve de sofrer uma pequena alteração. Isto porque, felizmente, nunca me aconteceu emprestar um livro sem que mo tenham devolvido. Por isso, optei por deixar aqui o livro, ou melhor, a trilogia que eu mais emprestei e que se nota na fotografia o grande uso que estes livros tiveram. Li esta trilogia quando estava no 12.º ano, em duas semanas, e a partir daí foi passando de mão em mão, colocando quase todas as raparigas da turma a ler. Pelas minhas contas, passou por cinco colegas minhas até ao final desse ano letivo. Pode não ser uma trilogia com uma escrita extraordinária, pode ser um pouco básica, até, mas só pelo facto de ter posto pessoas a ler, principalmente a ler três livros com uma grossura considerável, já valeu a pena ter sido publicada!


PECHINCHA LITERÁRIA

Vou considerar primeiro o livro mais barato que comprei: A arte perdida de guardar segredos, de Eva Rice. Estava a 2€ no Continente, e não resisti a trazê-lo porque adorei o título. Foi um livro que comecei a ler, parei, mas depois dei-lhe uma segunda oportunidade e li de rajada e gostei muito. Não é o primeiro livro que me vem à cabeça quando alguém me pede sugestões, mas não considerei que fosse mau.
Pechincha melhor que esta foi o in sexus veritas, de Pedro Chagas Freitas, e este só tive de pagar através de uma opinião escrita sobre o mesmo, o que não foi, de todo, um problema! Foi o primeiro livro que li do autor e, sendo que já li outros depois deste, é, de longe, o que eu mais gosto. Li em dois meses e é o livro mais grosso que está cá em casa e também o livro com mais páginas que li. Tem um tipo de escrita que pode ser um pouco confuso ao início, mas a história e todos os "trocadilhos" subtis que vão aparecendo valem a pena o esforço. Este sim, é daqueles que recomendo!

E vocês, que livros colocariam em cada categoria?

Podem saber as respostas de outros participantes em cada um dos seguintes links:

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sexta-feira, abril 20, 2018


Mais do que nunca, irei registar coisas no blog quando me apetecer e sem qualquer tipo de obrigação. Serei fiel ao meu tempo e àquilo que quero partilhar. E, neste momento, o que eu quero partilhar são as minhas conquistas, os meus esforços e a minha maior paixão: a Matemática. A minha missão é mostrar a parte gira da Matemática, os encantos que poucos conhecem. Neste momento, estou a desenvolver um trabalho que me está a dar imenso gozo e que me vai dar muita coisa para poder colocar por aqui. Quem estiver pronto para se deixar apaixonar... que aguarde as próximas publicações!

Oh Stora

OH STORA : ProfMat

sábado, março 31, 2018


No ano passado frequentei, pela primeira vez, o ProfMat. O que é o ProfMat? É um Encontro Nacional de Professores de Matemática, organizado pela APM (Associação de Professores de Matemática), com uma duração de três dias, e que se realiza este ano pela 34.ª vez. Neste encontro podemos assistir a comunicações, debates, simpósios, sessões práticas e exposições, além de todo o convívio que pode ser usufruído entre os professores da disciplina. É, a meu ver, a altura ideal para se trocarem ideias e perspetivas sobre o ensino, sobre os programas e ainda aprender com os projetos que os colegas desenvolvem nas respetivas escolas. Só assim se consegue evoluir, certo?

Tal como disse no inicio desta publicação, frequentei este encontro pela primeira vez no ano passado, tendo-me deslocado até Viseu. Foram três dias intensos e em que aprendi bastante, mais até do que aquilo que se aprende na Universidade. Ali ouvimos histórias reais, ouvimos coisas que realmente aconteceram nas escolas e nas salas de aula, ouvimos professores que estão, efetivamente, no terreno, e não apenas a "teoria da coisa".

A participação no ProfMat em 2017 valeu-me, além da experiência e novas perspetivas, um prémio por ter resolvido um problema que foi proposto aos participantes durante o encontro. Este ano, 2018, no ProfMat que se realiza por Almada, pretendo manter o 1.º lugar adquirido no ano passado e, além disso, tenho a responsabilidade de fazer uma comunicação sobre uma pequena parte do meu Relatório de Estágio. Serão 20 minutos a falar sobre a minha pequena experiência profissional e os primeiros resultados obtidos e analisados do estudo que estou a desenvolver, para professores que têm, possivelmente, tantos anos de experiência como aqueles que eu tenho de vida. É uma responsabilidade enorme, sinto cada vez mais isso, mas sei que é um passo muito importante na minha vida profissional... nunca se sabe as portas que se abrem. Acima de tudo, sei que vou aprender com a minha comunicação e que poderei ouvir sugestões que melhorem o meu estudo e o meu relatório, e isso é, sem dúvida nenhuma, o mais importante nesta etapa.

"Oh Stora" será a secção onde irei incluir os meus pequenos passos ao longo da minha vida profissional.

Ensino

ENSINO : Intervenção Pedagógica

quarta-feira, março 21, 2018


O segundo período está a dar as últimas e com ele termina também a minha intervenção pedagógica. Foi apenas um mês a dar aulas, mas foi sem dúvida o melhor mês de todo o mestrado. Fiquei a sentir, ainda mais, que é mesmo isto que eu quero fazer a nível profissional, e não há nada que pague todas estas certezas.

Neste mês, eu enfrentei uma turma de 11.º ano, com bons alunos em todos os aspetos e que se esforçaram para me ajudar, não só no meu trabalho como professora mas também como investigadora. Sei que são pessoas que vão ficar na minha memória e que me permitiram ter o melhor estágio possível, tendo-me dado a tranquilidade de estar a lidar com uma turma que não me trouxe qualquer tipo de problema dentro da sala de aula.

Implementei um método de ensino diferente do que eles estavam habituados, desafiei-os e envolvi-os naquilo que eles tinham de aprender, não me limitando a dizer "as coisas são assim, e vocês têm de decorar que são assim". Não. Para mim, isto não seria ensinar, por isso não o fiz. Tentei que eles vissem que a matemática não veio do nada, que tudo tem o seu sentido e que praticamente tudo pode ser provado para que não haja a possibilidade de, no futuro, alguém aparecer cá e dizer que andamos toda a vida enganadinhos no que toca a algo desta área.

Além do ensino da matéria propriamente dita, também os desafiei a resolver problemas, que é o que falta demasiadas vezes nas nossas salas de aula. A matemática não é só a teoria nem é só exercícios de aplicação de matéria. A matemática são também os problemas, que podem ser mais ou menos óbvios, mais ou menos complexos, com mais ou menos ratoeiras... mas que nos preparam, mais do que tudo o resto, para o futuro. Trabalha o raciocínio, as estratégias, a atenção, a criação e verificação de novas teorias e descobertas... todo um mundo que, infelizmente, fica por descobrir e que raramente chega aos alunos. É com os problemas que se descobrem talentos, que até podem vir de pessoas que nem percebem nada de matéria, mas que têm um poder mental capaz de nos deixar surpreendidos.

A minha curta experiência terminou. Infelizmente.
Já com alguma nostalgia. Era só isto que queria registar hoje.

Diário

DIÁRIO : A Minha Marca

quinta-feira, março 15, 2018



Passei o primeiro ano de mestrado a ouvir os professores dizerem que tínhamos de deixar a nossa marca durante o nosso ano de estágio. Que tínhamos de andar pelos corredores, estar presente no ambiente escolar para além das nossas próprias aulas. Que as pessoas de lá tinham de se lembrar de nós, mesmo quando o ano de estágio acabasse. E eu, ontem, sinto que o fiz.

Sei que nasci para deixar a minha marca por onde passo. Pode parecer presunçoso, mas só quem não me conhece verdadeiramente é que fica com essa opinião. Quem me conhece sabe que eu nasci para o ensino da matemática, e que o ensino da matemática tem muito a ganhar com a minha presença. Se eu já tinha garantido que os professores da escola notavam a minha presença, o meu empenho e a minha postura, ontem consegui garantir que falarão de mim e de algo que eu fiz durante os próximos tempos (e, quem sabe, os próximos anos).

Ontem, no Dia do Pi, levei o grande Zé Paulo Viana à minha escola de estágio. Claro que as pessoas que não são da área podem não o conhecer. Mas para quem é da área e para quem é apaixonado pela mesma, o Zé Paulo é das pessoas mais fascinantes de se ouvir.

O Zé Paulo é professor de Matemática (digo é, mesmo ele já sendo reformado, porque um professor com aquela paixão nunca deixa de ser professor) e um depósito de problemas. É autor de uma secção de desafios no jornal Público, publicada no jornal de domingo. Já publicou livros com compilações desses desafios e também o livro "Uma Vida Sem Problemas - A Matemática nos Desafios do Dia a Dia", onde escreve coisas capazes de prender a atenção de qualquer pessoa, mesmo quem não gosta da disciplina. E foi com o título de "Matemáticas Impuras", e com algumas secções desse livro, que ele brindou Guimarães com uma palestra, onde alunos e professores se puderam deslumbrar com coisas que ainda não tinham visto, e rido de coisas absurdas que envolvem Matemática. Todos riram, pensaram, questionaram e, certamente, passaram a ver a Matemática com outros olhos. Talvez um pouco mais com o brilho que eu própria a vejo.

Não foi a primeira vez que o Zé Paulo veio a Guimarães. Mas foi a primeira vez que foi àquela escola. À minha escola de estágio. E saiu de Lisboa, com destino a Guimarães, apenas com esse objetivo: o de me fazer o imenso favor de abrilhantar o meu ano de estágio com a sua presença.

Estarei eternamente grata a este senhor. E, com ele, consegui deixar uma marcar ainda maior.

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